A Nuvem do Desconhecimento — Um Deus que se revela na descoberta do que Deus não é”
Anônimo
Traduzido por Luiz Carlos Lisboa

Formato: 14 x 21cm
240 pgs
Preço: R$44,00
ISBN: 978-85-87546-19-7

Manual de Transcendência do século XIV
Em seu livro
A Filosofia Perene, Aldous Huxley tirou do esquecimento um manual de devoção antigo de seis séculos, para falar da salvação espiritual. O velho documento tinha uma relação estreita com a obra de São Bernardo, com a Imitação de Cristo e com o pensamento Zen. Esse manual se propunha guiar os homens no caminho difícil da redenção pelo simples conhecimento da própria ignorância a partir de um amor cego dirigido ao Deus desconhecido que se esconde na perplexidade e no medo dos humanos. Uma trilha semelhante havia levado São Gregório Magno a dizer, muito tempo antes, que era preciso primeiro perder-se, para depois achar-se no Absoluto.
   Sepultado em empoeiradas bibliotecas e elaboradas discussões teológicas, esse manual da transcendência escrito no século XIV por um inglês que nunca revelou seu nome mas que deu a seu livro o título de
A Nuvem do Desconhecimento, dizia em resumo que pela inteligência comum, pelo medo e pela penitência, alma nenhuma transcende os limites do pensamento e os exercícios elaborados da metafísica.
   Em outras palavras e com desconcertante simplicidade, essa obra diz a quem se atreve a lê-la, ser indispensável abandonar toda idéia de empenho e devoção, bem como recursos históricos ou gráficos, para chegar ao mistério fundamental da Criação e ao sentido da vida. O livro aponta o caminho do  amor como o único possível.
Uma nova tradução apurada e isenta de
A Nuvem do Desconhecimento, feita e apresentada por Luiz Carlos Lisboa, está sendo lançada agora na coleção Clássicos do Espírito da Lótus do Saber.

O Vôo Cego do Espírito
A história complexa e milenar das religiões foi dividida por teólogos e filósofos em duas grandes modalidades que são, no fundo, apenas formas de  abordagem  do transcendente e do oculto: a discursiva e histórica, chamada também horizontal, e a existencial, da contemplação da realidade interior, conhecida como vertical. À primeira pertencem aqueles milhões de fiéis que inspiram sua fé numa  verdade revelada, na pregação, no exemplo, nos livros sagrados e em acontecimentos históricos. A segunda, claramente minoritária, é a dos que reconhecem seu desconhecimento da transcendência, e que do fundo da própria treva dirigem o anseio do seu coração à causa oculta  e o efeito inevitável de tudo no universo.
   No Ocidente, Platão, Plotino, Mestre Eckhart, o autor desconhecido de A Nuvem do Desconhecimento e São João da Cruz foram os grandes representantes da tradição vertical, mais tarde conhecida entre os teólogos como apofática, ou negativa. Esse pensamento vertical que foi primeiro registrado nas palavras atribuídas por Deus a Moisés Eu sou aquele que é inspirou no século XIV o autor anônimo de A Nuvem, livro de devoção recebido com reservas em seu tempo mas depois acolhido pela Cristianismo. Mais bem difundidas no Ocidente a partir da metade do século XX,  as religiões orientais endossam o caminho apofático ou vertical quando concedem prioridade ao conhecimento do próprio devoto, antes que à busca da verdade revelada que ele pensa encontrar. Assim, A Nuvem do  Desconhecimento é peça fundamental na procura da verdade individual e no encontro do sentido profundo  das religiões. Antes de iniciar essa demanda é preciso primeiro que o peregrino se encontre, para que não se repita no plano religioso a fábula do cão que corre atrás da própria cauda. Desse livro raro se disse que abre um caminho de luz na obscuridade em que o homem vive.

Luiz Carlos Lisboa,
o tradutor, é escritor, jornalista, professor e advogado. Com cerca de trinta livros publicados nas áreas de ficção, ensaio, artigos, crônicas e poesia, é natural do Rio de Janeiro e vive há uma década em Princeton, nos Estados Unidos, onde leciona e escreve. Teve editada recentemente em São Paulo uma trilogia sob o título geral de “Memórias de um Gato” e uma coletânea de poemas em prosa, “O Som do Silêncio”. Traduziu as poesias da editio princeps do livro “Autobiografia de um Iogue“, publicado pela Lótus do Saber Editora, cujo texto foi traduzido por Antonio Olinto, da Academia Brasileira de Letras, e Lucia Sweet-Lima.

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